Proteção

Pára-raios.


Você sabe qual a função de um pára-raios? Já se perguntou como ele funciona? O raio é uma descarga elétrica bem visível que ocorre, principalmente, em dias de tempestade. O raio acontece quando a diferença de potencial entre as nuvens ou mesmo entre as nuvens e o solo é capaz de ionizar o ar, assim os átomos do ar perdem elétrons dando origem às descargas elétricas. Essas descargas são muito perigosas, pois tem alto poder de descarga elétrica, podendo tanto queimar um equipamento eletrônico como também matar uma pessoa. 

Benjamin Franklin foi o inventor do pára-raios. Em um dia de chuva ele empinou uma pipa que tinha em sua ponta uma fita de cetim e uma chave de metal. A conseqüência desse experimento foi a formação de uma faísca quando o raio atingiu a ponta da pipa. 

Os pára-raios são hastes metálicas que ficam conectadas a terra através de cabos condutores. Essas hastes são colocadas nos mais variados tipos de edifícios, criando um caminho para a passagem da descarga elétrica, ou seja, para a passagem do raio. Por ser um objeto de metal, a sua presença aumenta a possibilidade da ocorrência dos raios, assim sendo, é muito importante verificar se o pára-raios está montado corretamente e bem localizado, de forma que ele fique mais atrativo que os possíveis alvos que o raio pode encontrar durante uma descarga. O pára-raios foi uma invenção criada não para evitar os raios, pois esse é um fenômeno natural impossível de evitar, mas sim procurar um meio de desviá-los de qualquer possível alvo. Apesar de fazer proteção contra os raios, eles não garantem 100% de proteção contra as descargas elétricas, pois os raios são muito poderosos, o que deixa o local bem vulnerável aos possíveis danos causados pelas descargas. 

O poder das pontas 

Em um pára-raios eletricamente carregado, as cargas elétricas se localizam, em sua grande maioria, na ponta, o que faz gerar um campo elétrico mais intenso nessa região do que no restante do pára-raios. Em razão desse campo elétrico, surgem forças de repulsão entre as cargas elétricas, fazendo com que elas se empurrem até que algumas sejam lançadas fora do condutor e fiquem livres no meio ambiente.

Aterramento


REDE ELÉTRICA
A rede elétrica é composta, basicamente, por dois fios condutores de energia: o neutro, que possui potencial igual a zero; e o fase, por onde a tensão elétrica é transmitida. Os dois são fornecidos pela concessionária de energia local e são suficientes para efetuar uma ligação elétrica em uma residência. Porém, essa ligação não é perfeita, pois existem variações de tensão na rede elétrica.

Provavelmente você já deve ter ouvido que a “voltagem” de sua casa é de 110V, 127V ou 220V. Apesar de ser tecnicamente incorreto, o termo “voltagem” é muito usado para se referir à tensão ou potencial elétrico, que é medida em Volts e tem como símbolo a letra V (em maiúsculo).

Para existir eletricidade, é necessário que haja uma diferença de potencial. Ou seja, no caso de um fio fase com potencial de 127V e um neutro com 0V, por exemplo, a diferença de potencial entre eles é de 127V e, portanto, existe eletricidade. No entanto, o valor do neutro em uma residência nem sempre é igual a zero, devido à “sujeira” causada pelas fugas de energia dos aparelhos.
O ATERRAMENTO
O “terra” é um conector que possui valor igual a zero Volt absoluto, ou seja, seu valor não se altera, diferentemente do neutro. Dessa forma, ele é o responsável por eliminar a “sujeira” elétrica dos componentes, pois toda carga eletrostática acumulada neles é descarregada para a terra (é daí que surgiu seu nome).
O sistema de aterramento consiste em uma viga cravada na terra que é conectado a um fio, geralmente de cor verde e amarela, que percorre toda a casa. Ele tem como objetivo diminuir a variação de tensão de uma rede elétrica, eliminar as fugas de energia e proteger os usuários de um possível choque elétrico.

Você já deve ter notado que o plug que liga o computador à tomada tem três pinos, ou pelo menos deveria ter. Pois bem, o terceiro pino é chamado de “terra” e, muitas vezes, é retirado pelas pessoas para que o plug encaixe em tomadas mais simples.
É possível que sua residência já possua um sistema de aterramento, porém, o fio não está conectado ao equipamento. Verifique as tomadas e os plugs de conexão para ter certeza que está tudo em ordem. Caso sua casa não possua um sistema de aterramento, procure um eletricista predial para efetuar a instalação.



Hastes de Aterramento e Acessórios 

PROTEÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS AGORA É LEI !

Aterramento Elétrico:
• Protege as pessoas contra choques;
• Protege o patrimônio contra sobrecargas, sobretensões e curto circuito nas instalações;
• Oferece, para as correntes induzidas, um caminho seguro, controlado e de baixa resistência em direção à terra.

A lei nº 11.337 / 06 determina como requisito legalmente obrigatório o uso do condutor terra nas instalações elétricas, conforme disposto na norma NBR 5410. De acordo com essa norma, todas as tomadas fixas devem ter contato com o aterramento.

Para auxiliar na proteção de equipamentos eletrônicos sensíveis, como computadores, televisores, microondas, geladeiras, entre outros, de forma mais segura, pode ser feito o aterramento da Barra Equalizadora de Potencial ( BEP) do painel de distribuição. Isso se faz através da cravação de uma ou mais hastes de aterramento ( dependendo da resistividade do solo ), o mais próximo possível do padrão da Concessionária, ligando os mesmos à BEP. O sistema ficará completo, com os condutores terra de toda a instalação ligados à BEP.