Roteiro para o Projeto de Instalações Elétricas Residenciais – NBR 5410
1. Introdução
O
roteiro proposto visa sistematizar as etapas que compõem o projeto de uma
instalação elétrica residencial, conforme a NBR 5410 (ABNT, 2004). Para tanto,
será tomada, como exemplo, uma casa térrea, com uma área construída igual a 80 m2 , conforme
ilustrado na Fig.1.
Figura 1 – Planta baixa de uma residência térrea de 80m2.
No
desenvolvimento do roteiro serão contempladas as seguintes etapas:
- Determinação da carga instalada na iluminação e tomadas
(de uso geral e específica);
- Divisão dos circuitos e escolha da seção dos condutores
(corrente e queda de tensão);
- Distribuição das cargas entre as fases;
- Escolha dos dispositivos de proteção, levando-se em conta
a coordenação e a seletividade;
- Determinação do quadro de distribuição, com respectiva
proteção de entrada;
- Escolha dos eletrodutos;
- Definição do padrão de entrada;
- Diagrama unifilar;
- Desenho com a respectiva simbologia;
- Lista de materiais.
A
apresentação final deve ser um memorial descritivo, no qual devem estar
contidas as informações da residência (localização, planta baixa, situação e
entre outras), os conceitos aplicados e as especificações e valores obtidos no
desenvolvimento do projeto.
2. Desenvolvimento do projeto elétrico
2.1. Carga instalada na
iluminação e tomadas
A Tabela
1 discrimina as dependências da residência e os critérios de determinação das
cargas de iluminação e das tomadas de uso geral (carga mínima), conforme a NBR
5410.
Tabela 1 – Determinação das cargas de iluminação e das
tomadas de uso geral.
Iluminação (carga mínima)
100
VA para os primeiros
|
||||
Local
|
Área (m2)
|
Perímetro (m)
|
Potência (VA)
|
No. de pontos
|
Dormitório 1
|
10,05
|
12,70
|
160
|
1
|
Banheiro 1
|
2,76
|
7,00
|
100
|
1
|
Dormitório 2
|
11,20
|
13,70
|
160
|
1
|
Banheiro 2
|
2,76
|
7,00
|
100
|
1
|
Escritório
|
7,69
|
11,10
|
100
|
1
|
Corredor
|
3,63
|
10,19
|
100
|
1
|
Sala de jantar
|
9,94
|
12,72
|
100
|
1
|
Sala de estar
|
8,72
|
12,73
|
100
|
1
|
Entrada
|
<
6,00
|
------
|
100
|
1
|
Cozinha
|
7,59
|
11,20
|
100
|
1
|
Área de serviço
|
<
6,00
|
------
|
100
|
1
|
Garagem
|
14,92
|
16,80
|
220
|
2
|
Tomadas de uso geral (carga mínima)
-
Cozinha, copa, copa cozinha, área de serviço e lavanderia:
para qualquer área, 1 tomada para cada
-
Banheiro: para qualquer área, 1 tomada junto a pia de 600 VA;
-
Subsolo, sótão, garagem, varanda e hall:
para qualquer área, 1 tomada de 100 VA;
-
Salas, quartos e demais dependências: £
|
||||
Local
|
Área (m2)
|
Perímetro (m)
|
Potência (VA)
|
No. de pontos
|
Dormitório 1
|
10,05
|
12,70
|
300
|
3
|
Banheiro 1
|
2,76
|
7,00
|
600
|
1
|
Dormitório 2
|
11,20
|
13,70
|
300
|
3
|
Banheiro 2
|
2,76
|
7,00
|
600
|
1
|
Escritório
|
7,69
|
11,10
|
300
|
3
|
Corredor
|
3,63
|
10,19
|
100
|
1
|
Sala de jantar
|
9,94
|
12,72
|
300
|
3
|
Sala de estar
|
8,72
|
12,73
|
300
|
3
|
Entrada
|
<
6,00
|
------
|
100
|
1
|
Cozinha
|
7,59
|
11,20
|
1800
100
|
3
1
|
Área de serviço
|
<
6,00
|
------
|
600
|
1
|
Garagem
|
14,92
|
16,80
|
300
|
3
|
A Tabela
2 associa os valores obtidos para as cargas mínimas de iluminação e tomadas de
uso geral às cargas específicas (por exemplo, chuveiro e máquina de lavar
roupas), a fim de proceder à determinação da demanda elétrica numa etapa
posterior.
Tabela 2 – Consolidação da potência total estimada.
Local
|
Área
(m2)
|
Perímetro
(m)
|
Iluminação
|
TUG (a)
|
TUE (b)
|
|||
S (VA)
|
Qdd
|
S (VA)
|
Qdd
|
S (VA)
|
Qdd
|
|||
Dormitório 1
|
10,05
|
12,70
|
160
|
1
|
300
|
3
|
||
Banheiro 1
|
2,76
|
7,00
|
100
|
1
|
600
|
1
|
4400
|
1(c)
|
Dormitório 2
|
11,20
|
13,70
|
160
|
1
|
300
|
3
|
||
Banheiro 2
|
2,76
|
7,00
|
100
|
1
|
600
|
1
|
4400
|
1(c)
|
Escritório
|
7,69
|
11,10
|
100
|
1
|
300
|
3
|
||
Corredor
|
3,63
|
10,19
|
100
|
1
|
100
|
1
|
||
Sala de jantar
|
9,94
|
12,72
|
100
|
1
|
300
|
3
|
||
Sala de estar
|
8,72
|
12,73
|
100
|
1
|
300
|
3
|
||
Entrada
|
<
6,00
|
------
|
100
|
1
|
100
|
1
|
||
Cozinha
|
7,59
|
11,20
|
100
|
1
|
1900
|
4
|
||
Área de serviço
|
<
6,00
|
------
|
100
|
1
|
600
|
1
|
770
|
1(d)
|
Garagem
|
14,92
|
16,80
|
220
|
2
|
300
|
3
|
||
Potência
Total (VA)
|
1440
|
5700
|
9570
|
|||||
(a)
TUG: tomada de uso geral;
(b)
TUE: tomada de uso específico;
(c)
Chuveiro elétrico: 4400W (FP = 1);
(d)
Máquina de lavar roupas: 770 VA (FP = 0,8).
O
cálculo da demanda da instalação elétrica depende do fator de demanda[1] e
do fator de potência, assumindo-se, o último, como 1 para o sistema de
iluminação e 0,8 para as TUG’s. A Equação 1 permite o cálculo da demanda da
instalação elétrica do projeto em desenvolvimento.
(1)
Atribuindo-se os valores, tem-se:
2.2. Divisão dos
circuitos
De
acordo com a NBR 5410, devem ser previstos circuitos terminais distintos para
iluminação e tomadas de corrente[2],
além prever circuitos independentes para cada equipamento com corrente superior
a 10 A .
Em um circuito destinado a TUG, atentar que a corrente do mesmo deve ser
compatível com condutores de 2,5 mm2 (de acordo com as “boas
práticas de projeto”, deve-se evitar secções superiores a 2,5 mm2
para TUG’s) que, conforme a maneira de instalar, pode variar de 18 A até 29 A .
Uma
vez divididos os circuitos, a determinação da secção do condutor deve ser
avaliada pelo critério da capacidade de corrente (ampacidade) e pelo critério
da queda de tensão, prevalecendo o maior valor dentre os dois critérios[3]. A
Tabela 3 relaciona os circuitos e os respectivos condutores indicados, conforme
o tipo de carga, mediante os dois critérios de avaliação
Tabela 3 – Divisão dos circuitos e escolha dos condutores.
circuito
|
Descrição
|
Tensão
(V)
|
Potência
(VA)
|
IB
(A)
|
fatores de correção
|
IB’
(A)
|
SI (mm2)
|
lcircuito
(m)
|
SDV (mm2)
|
S
(mm2)
|
|
f1
|
f2
|
||||||||||
1
|
Iluminação
salas
entrada
cozinha
AS
garagem
|
127
|
720
|
5,7
|
1,0
|
0,7
|
8,1
|
1,5
|
|||
2
|
Iluminação
quartos
banheiros
escritório
corredor
|
127
|
720
|
5,7
|
1,0
|
0,7
|
8,1
|
1,5
|
|||
3
|
TUG
dorm. 1 e 2
WC 1 e 2
corredor
|
127
|
1900
|
15,0
|
1,0
|
0,7
|
21,4
|
2,5
|
|||
4
|
TUG
escritório
s. de jantar
s. de estar
entrada
garagem
|
127
|
1300
|
10,2
|
1,0
|
0,7
|
14,6
|
2,5
|
|||
5
|
TUG
cozinha
|
127
|
1900
|
15,0
|
1,0
|
0,7
|
21,4
|
2,5
|
|||
6
|
TUG
AS
|
127
|
600
|
4,7
|
1,0
|
0,7
|
6,7
|
2,5
|
|||
7
|
TUE
AS
|
127
|
770
|
6,1
|
1,0
|
0,7
|
8,7
|
2,5
|
|||
8
|
TUE
chuveiro 1
|
220
|
4400
|
20,0
|
1,0
|
0,8
|
25,0
|
4,0
|
|||
9
|
TUE
chuveiro 2
|
220
|
4400
|
20,0
|
1,0
|
0,8
|
25,0
|
4,0
|
|||
IB: corrente de projeto;
f1: fator de correção de temperatura
(adotado 30 oC);
f2: fator de correção para agrupamento
para os circuitos (como regra geral, no máximo três circuitos por eletroduto;
no caso dos chuveiros, seguem os dois circuitos);
IB’: corrente fictícia de projeto, sendo:
IB’= IB/(f1.f2)
SI: secção definida pelo critério da
corrente;
lcircuito: comprimento do circuito (o
critério da queda de tensão será aplicado nos circuitos com mais de 20 m );
SDV: secção definida pelo
critério da queda de tensão;
Quanto
às cores da isolação dos condutores fica definido:
- branco: iluminação;
- preto: TUG;
- amarelo: TUE em 127 V;
- vermelho: TUE em 220V;
- azul: neutro
- verde-amarelo: terra (proteção
– PE)
2.3. Distribuição das
cargas entre as fases
A divisão
de cargas entre as fases proporciona um maior equilíbrio na utilização dos
condutores elétricos, evitando-se, dessa forma, a sobrecarga desnecessária e,
conseqüentemente, uma resposta mais confiável do sistema de proteção. A Tabela
4 apresenta uma possível forma de distribuição das cargas para o estudo de caso
em questão.
Tabela 4 – Distribuição das cargas entre as fases.
Circuito
|
Descrição
|
Potência (VA)
|
||
F1 – N
|
F2 – N
|
F1 – F2
|
||
1
|
Iluminação
salas
entrada
cozinha
AS
garagem
|
720
|
||
2
|
Iluminação
quartos
banheiros
escritório
corredor
|
720
|
||
3
|
TUG
dorm. 1 e 2
WC 1 e 2
corredor
|
1900
|
||
4
|
TUG
escritório
s. de jantar
s. de estar
entrada
garagem
|
1300
|
||
5
|
TUG
cozinha
|
1900
|
||
6
|
TUG
AS
|
600
|
||
7
|
TUE
AS
|
770
|
||
8
|
TUE
chuveiro 1
|
4400
|
||
9
|
TUE
chuveiro 2
|
4400
|
||
Total
|
3990
|
3920
|
8800
|
|
Nota: fornecimento em 220V
bifásico; 127 – N – 127 V (F1 – N – F2)
2.4.
Escolha dos dispositivos de proteção
Os
dispositivos de proteção, particularmente os disjuntores termomagnéticos,
possuem a função de proteger os circuitos e não os equipamentos e eles ligados,
partindo-se do princípio de que os equipamentos dispõem o seu próprio sistema
de proteção. Com relação aos contatos diretos e indiretos, a proteção cabe aos
dispositivos diferencial-residual (dispositivos DR).
Um
aspecto importante diz respeito à coordenação e seletividade dos dispositivos
de proteção, a fim de que uma falta fique isolada do restante do circuito. Para
tanto, deve-se consultar as curvas de resposta dos relés que acionam os
dispositivos de proteção, escolhendo-os, ou ajustando-os, para que operem
dentro de uma seqüência na ocasião de uma falta. Os dispositivos de proteção,
para o projeto em desenvolvimento, encontram-se relacionados na Tabela 5.
Tabela 5 – Determinação dos dispositivos de proteção
Circuito
|
Descrição
|
S
(mm2)
|
Potência (VA)
|
IB
(A)
|
IZ
(A)
|
I2
(A)
|
1,45.IZ
(A)
|
IN
(A)
|
||
F1
– N
|
F2 – N
|
F1 – F2
|
||||||||
1
|
Iluminação
salas
entrada
cozinha
AS
garagem
|
1,5
|
720
|
5,7
|
17,5
|
20,3
|
25,4
|
15
|
||
2
|
Iluminação
quartos
banheiros
escritório
corredor
|
1,5
|
720
|
5,7
|
17,5
|
20,3
|
25,4
|
15
|
||
3
|
TUG
dorm.
1 e 2
WC
1 e 2
corredor
|
2,5
|
1900
|
15,0
|
24
|
27,0
|
34,8
|
20
|
||
4
|
TUG
escritório
s.
de jantar
s.
de estar
entrada
garagem
|
2,5
|
1300
|
10,2
|
24
|
27,0
|
34,8
|
20
|
||
5
|
TUG
cozinha
|
2,5
|
1900
|
15,0
|
24
|
27,0
|
34,8
|
20
|
||
6
|
TUG
AS
|
2,5
|
600
|
4,7
|
24
|
20,3
|
34,8
|
15
|
||
7
|
TUE
AS
|
2,5
|
770
|
6,1
|
24
|
20,3
|
34,8
|
15
|
||
8
|
TUE
chuveiro
1
|
4,0
|
4400
|
20,0
|
32
|
40,5
|
46,4
|
32
|
||
9
|
TUE
chuveiro
2
|
4,0
|
4400
|
20,0
|
32
|
40,5
|
46,4
|
32
|
||
IB:
corrente de projeto do circuito;
IZ:
capacidade de condução de corrente dos condutores;
IN:
corrente nominal do dispositivo de proteção;
I2:
corrente que assegura efetivamente a atuação do dispositivo de proteção; na
prática, a corrente I2 é considerada igual a: (a) corrente
convencional de atuação para disjuntores; (b) corrente convencional de atuação
para fusíveis[4] do
tipo “g”. Seguem alguns valores para correntes convencionais de atuação para
disjuntores:
I2 = 1,30.IN (NBR IEC 60947-2);
I2
= 1,35.IN (NBR
5361, o qual foi aplicado na presente tabela);
I2 = 1,45.IN (NBR IEC 60898).
2.5.
Determinação do quadro de distribuição
O quadro
de distribuição deve ser localizado de forma a considerar a distribuição
espacial das cargas (por exemplo, num plano bidimensional dado pelas
coordenadas xi e yi) ponderada pelas potências das cargas
(Si), conforme as Equações (2) e (3).
(2)
(3)
No
projeto em desenvolvimento (na planta baixa já foram definidas as posições dos
pontos de utilização da energia elétrica), a localização inicial do quadro de
distribuição foi em x = 1,88
m e y = 7,74
m , entretanto, não praticável. Dessa forma, o quadro
deve ser instalado o mais próximo possível do referido ponto (Fig. 2).
Quanto ao
aspecto físico do quadro de distribuição, o mesmo deverá ser fabricado em
material compatível com o previsto em norma específica, a fim de ser instalado
na parede (embutido). No interior do quadro, além de comportar os disjuntores
previstos na Tabela 5, a
montante dos mesmos deve ser instalado um interruptor DR (diferencial-residual)
de alta sensibilidade (IDN = 30 mA) e prever a capacidade reserva do quadro
(espaço) para três circuitos[5],
sendo dois monofásicos e um bifásico.
O valor
da corrente nominal do interruptor DR deve atender à demanda estimada (D) no
projeto de 9,9 kW (vide item 2.1), assumindo-se um FP = 0,8 e tensão nominal (UN)
de 220 V. Mediante estas condições, a corrente de projeto na entrada do quadro
é calculada através da Equação (4).
(4)
Sendo a
corrente de projeto na entrada do quadro igual a 56,3 A , o valor escolhido
para a corrente nominal do interruptor DR será 63 A com corrente
diferencial-residual nominal de atuação de 30 mA. O interruptor DR[6]
possui em sua retaguarda um disjuntor de termo-magnético bifásico com corrente
nominal de 63 A ,
localizado na caixa de entrada (junto ao poste).
A NBR
5410 menciona, mas não obriga, a utilização de proteção contra sobretensões no
quadro de distribuição. Um critério a ser considerado consiste em verificar se
a instalação encontra-se alimentada por uma rede em baixa tensão situada em
zonas expostas às descargas atmosféricas, ou se a mesma é submetida
freqüentemente às manobras elétricas. No caso do projeto proposto, não será
adotada a proteção contra sobretensões.
O quadro
de distribuição deve conter em seu barramento principal (saindo do interruptor
DR) uma barra de cobre eletrolítico para cada fase, com dimensões 3/8”´1/8”
(9,53´3,18
mm; @30
mm2). Nas derivações que alimentam os disjuntores, que protegem os
circuitos, as barras de cobre devem ser de 3/8”´1/16” (9,53´1,58
mm; @15
mm2). Na montagem do quadro de distribuição, prever o aterramento do
mesmo.
Os cabos
que constituem os circuitos devem possuir suas extremidades estanhadas ou
possuir terminais compatíveis com os disjuntores. Cada condutor deve receber
uma anilha com o respectivo número do circuito, havendo na parte interna da
porta do quadro de distribuição uma legenda para a identificação dos circuitos,
com o respectivo diagrama unifilar.
2.6.
Escolha dos eletrodutos
A escolha
do eletroduto[7] está
relacionada com a taxa de ocupação dos condutores (área ocupada) em relação à
área disponível internamente pelo conduto. O diâmetro interno (mínimo) pode ser
calculado pela equação (5) em função do número de condutores (limitado em oito
condutores para o projeto em desenvolvimento, adotando-se como referência o de
maior área final), cujos valores correspondentes ao projeto estão na Tabela 6.
(5)
sendo:
di: diâmetro interno do eletroduto (mm);
SScondutores: somatório da seção final dos
condutores (com isolação) que compõem o circuito (mm2);
k: fator de ocupação dos condutores: 0,53 para um
condutor; 0,31 para dois condutores; 0,40 para três ou mais condutores.
Tabela 6 – Determinação dos eletrodutos.
Snom
(mm2)
|
Sfinal
(mm2)
|
di
(mm)
|
|||||||||||||||
Número de
condutores no mesmo eletroduto
|
|||||||||||||||||
1
|
2
|
3
|
4
|
5
|
6
|
7
|
8
|
||||||||||
1,5
|
7,06
|
4,1
|
7,6
|
8,2
|
9,5
|
10,6
|
11,6
|
12,5
|
13,4
|
||||||||
2,5
|
10,75
|
5,1
|
9,4
|
10,1
|
11,7
|
13,1
|
14,3
|
15,5
|
16,5
|
||||||||
4,0
|
13,85
|
5,8
|
10,7
|
11,5
|
13,3
|
14,8
|
16,4
|
17,6
|
18,8
|
||||||||
6,0
|
16,61
|
6,3
|
11,7
|
12,6
|
14,5
|
16,3
|
17,8
|
19,2
|
20,6
|
||||||||
10,0
|
27,33
|
8,1
|
15,0
|
16,2
|
18,7
|
20,9
|
22,8
|
24,7
|
26,4
|
||||||||
16,0
|
37,39
|
9,5
|
17,5
|
18,9
|
21,8
|
24,4
|
26,7
|
28,9
|
30,9
|
||||||||
25,0
|
56,74
|
11,7
|
21,6
|
23,3
|
26,9
|
30,1
|
32,9
|
35,6
|
38,0
|
||||||||
Equivalência entre tamanho nominal e diâmetro interno
(PVC rígido)
|
|||||||||||||||||
Tamanho nominal (adimensional)
|
16
|
20
|
25
|
32
|
40
|
50
|
60
|
75
|
85
|
||||||||
Diâmetro interno (polegadas)
|
1/2
|
3/4
|
1
|
1 1/4
|
1 1/2
|
2
|
2 1/2
|
3
|
3 1/2
|
||||||||
Notas:
1)
não são permitidos trechos contínuos com mais de 15 m ;
2)
nos trechos com curvas, essas devem ser limitadas em três de 90o
(equivalente a 270o);
3)
não são permitidas curvas com mais de 90o;
4)
o comprimento máximo do eletroduto deverá ser 15 m menos 3 m para cada curva de 90o.
No
projeto em desenvolvimento, o número de condutores dentro de cada eletroduto
varia de no mínimo três e no máximo sete condutores (vide desenho da instalação
elétrica – item 2.9). Para os eletrodutos que servem as tomadas (TUG e
TUE; 2,5 mm2) e o sistema de iluminação (1,5 mm2),
considerou-se que todos os condutores são de 2,5 mm2 e sendo sete o
número de condutores por eletroduto; consultando-se a Tabela 6, o eletroduto
escolhido foi o 20 (3/4”). Para os dois circuitos dos chuveiros
(cinco condutores de 4 mm2), recorrendo-se novamente a Tabela 6, o
eletroduto escolhido foi o 20 (3/4”).
2.7.
Definição do padrão de entrada
A entrada
de energia elétrica encontra-se vinculada às normas da concessionária de
distribuição local, como, por exemplo, o Padrão Bandeirante para Ligação de
Unidade Consumidora Individual em Tensão Secundária de Distribuição[8]
(PB01), o qual além de discutir os critérios adotados pela NBR 5410, dispõe de
critérios que permitem a conexão à rede de distribuição secundária. Nesse
contexto, a Tabela 01 do PB01 (página 53) permite a definição da categoria de
atendimento em função da corrente de demanda, a qual é reproduzida para o
estudo em desenvolvimento através da Tabela 7.
Tabela 7 – Características do padrão de entrada para 63 A .
Reprodução da Tabela 01 do PB01 para o disjuntor de
|
|
Categoria de atendimento
|
D2
|
Proteção da entrada principal
|
Disjuntor bipolar
|
Tipo de fornecimento
|
2 fases + neutro
|
Medição
|
Direta
|
Condutores de entrada
|
Fase e neutro 16 mm2 (PVC 70oC ou
Flex)
|
Tipo de caixa
|
II, III ou E (PVC 70oC); IV, V ou E (Flex)
|
Eletrodutos de entrada
|
PVC (
|
Aterramento/Condutor
|
16 mm2
|
Aterramento/Eletroduto
|
PVC (
|
Poste
|
Concreto 90 daN ou aço galvanizado
|
Poste com medição incorporada
|
PCI-1, PCI-3, PCA-II, PCA IV ou PCA externo
|
Maior motor
|
3 cv
|
Em seguida deve-se verificar se
o cabo estipulado pela concessionária atende ao critério da queda de tensão. No
projeto apresentado, o comprimento do circuito desde a caixa de medição até o
quadro de distribuição é de 20
m , sendo o percentual máximo da queda de tensão
igual a 4% (recebe diretamente da rede pública, caso o suprimento fosse
feito com transformador próprio, o valor seria 7 %). A equação (6) permite
calcular a secção transversal do condutor em questão.
(6)
sendo:
S: área da seção transversal (m2) – converter o
valor para mm2
r:
Resistividade do material (Wm) – cobre = 1,7.10-8 Wm
e:
percentual de queda de tensão (%) - aplicar na forma decimal
U: tensão na entrada (V)
P: potência da carga (W)
L: comprimento do circuito (m)
Diante do valor calculado da secção transversal,
observa-se que o padrão definido pela concessionária possui uma considerável
folga com relação à queda de tensão. Quanto à capacidade de condução da
corrente, um cabo de 16 mm2, para três condutores carregados em
eletroduto em alvenaria, pode conduzir até 68 A , atendendo a relação IB £ IN
£
IZ.
2.8.
Diagrama unifilar
A
Figura 3 mostra o diagrama unifilar do projeto de instalação elétrica, no qual encontram-se
as informações básicas que permitem a rápida identificação dos dispositivos de
proteção e dos circuitos, bem como os seus respectivos condutores.
2.9.
Desenho com a respectiva simbologia
2.10.
Lista de materiais
[1]
Consultar NBR 5410 (2004), Creder (1986), Cotrim (2002), Mamede Filho (1988) e
Pirelli (1993)
[2] A secção
mínima de um condutor de cobre para circuitos de iluminação é de 1,5 mm2
e para circuitos de força é de 2,5 mm2.
[3]
Consultar NBR 5410 (2004), Creder (1986), Cotrim (2002), Mamede Filho (1988) e
Pirelli (1993).
[4] Tal
condição é aplicável quando for possível assumir que a temperatura limite de
sobrecarga dos condutores não seja mantida por um tempo superior a 100 horas
durante 12 meses consecutivos ou por 500 horas ao longo da vida útil do
condutor. Caso isso não ocorra, deve-se assumir que:
I2 £ IZ
[5]
Conforme estipulado pela NBR 5410,
a previsão da capacidade de reserva (mínima) dos quadros
é função do número de circuitos: até 6 circuitos, 2 circuitos reservas; de 7 a 12 circuitos, 3 circuitos
reservas; de 13 a
30 circuitos, 4 circuitos reservas; acima de 30 circuitos, 15% do número de
circuitos.
[6]
Caso fosse escolhido um disjuntor DR no quadro de distribuição seria necessária
uma avaliação de coordenação e seletividade em relação ao disjuntor instalado
na caixa de entrada
[7] A
Norma IEC 614 (Specification for Conduits for Electrical Installations)
classifica os eletrodutos em rígido (pode ser curvado com equipamento),
curvável (pode ser curvado com as mãos), flexível e transversalmente elástico
(uma vez cessada a força deformadora, o conduto retorna à sua forma original)
[8]
Bandeirante Energia S.A., pertencente ao Grupo EDP, cujo site
www.bandeirante.com.br.







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